14 de mai de 2018

em belo horizonte
poesia e experiência
[a delicadeza e a fúria],
com lu menezes, fabiano calixto,
mônica de aquino e guilherme zarvos







no rio de janeiro
granulações,
de anna monteiro







viva, hilda!







oficina escrita criativa e
construção de personagens I e II,
por jorge pereira


O editor-chefe da Revista Philos (publicação de Literatura da União Latina), Jorge Pereira, produtor cultural pernambucano, estará no Rio de Janeiro de 21 a 25 de maio para a oficina Escrita Criativa e Construção de Personagens I e II, no Instituto Estação das Letras [www.estacaodasletras.com.br].

As aulas serão pautadas na discussão de grandes obras da literatura, autores e artistas, com foco nos aspectos da escrita criativa e da construção de personagens.

A Oficina está dividida em duas partes independentes.

O módulo I (A matéria apropriada à ficção não existe e Letras sobre a tela) acontece dias 21 e 22 e o segundo módulo (Movimentos de Fuga e Peregrinação e A idade da escrita), dias 24 e 25, sempre das 13h às 18h. No dia 23, não há aula.

Inscrições e informações: estacaodasletras@estacaodasletras.com.br | 21 3237-3947
O IEL fica na Rua Marquês de Abrantes, 177 - Flamengo.

Investimento
Módulo I: R$ 150,00
Módulo II: R$ 150,00
Módulos I + II: R$ 250,00


Módulo I
A matéria apropriada à ficção não existe
Através da obra de Clarice Lispector, A paixão segundo G. H., será demonstrado que textos literários podem ter temáticas banais, partindo de assuntos inusitados, como a morte da barata no apartamento da personagem G. H., que gerou uma reflexão sobre suas angústias emocionais. A exposição do tema terá como suporte teórico alguns ensaios da escritora inglesa, Virginia Woolf. Ao final, os inscritos farão uma produção textual depois da retirada de objetos distintos de uma caixa preta, escrevendo literatura realista ou fantástica. Todo o processo de produção e criação da narrativa será acompanhado pelo facilitador.

Letras sobre a tela — literatura e pintura na efervescência da modernidade
Se as obras ficcionais da escritora inglesa Virginia Woolf fossem telas, certamente elas teriam sido pintadas pelo artista Claude Monet, um pintor francês, cuja obra mais famosa foi Impressão, sol nascente, que deu nome ao movimento impressionista. Dando destaque à obra Passeio ao farol, de Virginia, mostraremos como em ambos os artistas tudo é esboço, sensação, instante, pontilhados da rotina — uma necessidade do início do século XX em captar o presente para eternizar o seu frescor. Ao final, os inscritos farão um exercício de construção de personagens a partir de fenômenos emocionais, permeando a mesma temática.

Módulo II
Movimentos de fuga e peregrinação
Vencedores do Prêmio Nobel de Literatura, Alice Munro e Gabriel García Marquez não partilham grandes similaridades em suas escritas. Porém, em suas obras o leitor depara-se com movimentos que geram reações inesperadas, como nas histórias de ninar, em que tudo se passa calmamente até que surge o elemento do desequilíbrio. Em Fugitiva, Alice deixa cada personagem fora de órbita, atraídos e repelidos por forças cujas origens eles, e mesmo o narrador, desconhecem. Em Doce cuentos peregrinos, Gabriel García Marquez espera dezoito anos para dar fuga aos seus personagens em doze contos abrasivos e insaciáveis em uma rara experiência criativa. Pautados na fuga e na criação de narrativas que fogem das obviedades e surpreendem, essa masterclass quer proporcionar o alívio duradouro de voltar para casa onde as palavras, nuas, nos dão fugas.

A idade da escrita
Dentro das tendências neovanguardistas do modernismo tardio português, a escritora Ana Hatherly faz nascer a escrita pela poesia visual, em que a visualidade dos signos torna, com frequência, o seu conteúdo semântico integrando-se com a obra visual que se mostra em galerias de artes e museus. A poética e as experiências pictóricas da cidade do Rio de Janeiro serão o centro desse masterclass de criação livre acerca das fábulas e antifábulas cotidianas. Ao final os inscritos farão uma produção textual de caráter experimental.




em são paulo
sessão cinema willeriano


Janela Cineclubista - Programa de Ação Cineclubista - Spcine

Sessão com três documentários que tangem, de maneiras distintas, o universo criativo e poético de Claudio Willer, fundamental poeta, ensaísta e tradutor paulistano, figura ativa na vida cultural da cidade de São Paulo desde os anos 1960 até os dias de hoje. Autor de clássicos da poesia brasileira de verve transgressora e surrealista, como Anotações para um apocalipse (1964) e Jardins da provocação (1981), Willer é ainda tradutor de autores como Jack Kerouac, Allen Ginsberg, Lautréamont e Antonin Artaud. Na sessão serão exibidos o curta-metragem Antes que eu me esqueça (1977), de Jairo Ferreira — o guru do Cinema de Invenção — registro poético/documental do sarau de lançamento do livro homônimo de Roberto Bicelli, do qual Claudio Willer, Roberto Piva e outros poetas participaram; o média-metragem Inventário da rapina (1986), de Aloysio Raulino, que utiliza poemas do livro Jardins da provocação para registrar impressões do Brasil na época, de maneira não menos poética; e o curta documentário/experimental A propósito de Willer (2016), de Priscyla Bettim e Renato Coelho, uma ode ao universo poético willeriano. Ao final da sessão, com duração total de 62 minutos, Claudio Willer participará de um bate-papo com o público presente, expondo seu vasto conhecimento sobre a relação entre poesia e cinema. Willer sempre manteve interesse e estreita relação com o cinema, sendo próximo de realizadores paulistanos fundamentais como Carlão Reichenbach, Inácio Araújo e Jairo Ferreira — para quem prefaciou o clássico livro Cinema de Invenção.

Antes que eu me esqueça
Dirigido por Jairo Ferreira, 15 minutos, 1977
Com Claudio Willer, Roberto Piva, Roberto Bicelli, Jorge Mautner, Nelson Jacobina
Sinopse: Curta de Jairo Ferreira em super 8, filmado no lançamento do livro homônimo de Roberto Bicelli em dezembro de 1977, Teatro Célia Helena, São Paulo. Leituras de poemas de Roberto Bicelli, Roberto Piva, Claudio Willer, Luiz Fernando Ramos, Eduardo Gianetti. Música de Jorge Mautner e Nelson Jacobina. Academia de sumô. Fliperamas.

Inventário de rapina
Dirigido por Aloysio Raulino, 29 minutos, 1986
Com Tamy Marrachine, José Gomes, Tavinho, Mineiro, Piriri
Sinopse: Utilizando texto, relato e música do poeta Cláudio Willer, o filme registra impressões do momento que vivemos hoje no Brasil, podendo ser definido como um drama intimista patriótico.

A propósito de Willer
Dirigido por Priscyla Bettim e Renato Coelho, 18 minutos, 2016
Com Claudio Willer, Priscyla Bettim
Sinopse: Documentário experimental inspirado no universo criativo do poeta Claudio Willer. Nascido na cidade de São Paulo, em 1940, também tradutor e ensaísta, Willer é um dos principais expoentes da poesia brasileira de verve surrealista e transgressora.

Terça-feira, 15 de maio às 20h
Centro Cultural Olido: Avenida São João, 473 - Centro




em brasília
arquitentando arte


SHIN CA 05 - Bloco J2 - Sala 102